Certa vez, um filhote de águia caiu do ninho. Um camponês que passava por ali o levou para casa e colocou-o junto com as galinhas.
Aos poucos, a águia foi adquirindo os mesmos hábitos das galinhas: aprendeu a ciscar, a comer minhoca, milho, inseto, a dormir nos poleiros do galinheiro. Não se sabe se cacarejava como as galinhas, mas o próprio dono já estava convencido de que a águia agora era como uma galinha.
Um dia, chegou ali um naturalista, isto é, alguém que conhece profundamente a vida das aves, dos animais e das plantas. Logo que viu a águia entre as galinhas, disse:
_ É uma águia, como se criou aqui?
O camponês repondeu que aquela ave não era mais uma águia, era uma galinha, pois fazia tudo o que uma galinha faz. Mas o naturalista insistiu que se tratava de uma legítima águia:
_ Ela nasceu para voar nas alturas, olhar a terra e a natureza dos picos das montanhas. Seu destino é voar, planar no céu e não ciscar como as galinhas!
Mas o camponês, talvez com receio de que lhe fossem tirar sua ave, manteve sua opinião.
Fizeram então um teste. Levaram a ave para o alto de uma rocha e o naturalista suspendeu-a com os braços, levantou-lhe o pescoço e ordenou a ela que voasse.
_ Voa, águia, voa! - Mas a águia olhou para cima, olhou para baixo, e não voou.
Outro dia, o naturalista voltou e propôs uma nova tentativa. Mais uma vez, a águia olhou para cima, olhou para baixo e nada de voar.
Tempos depois, o naturalista apareceu para uma nova prova. O camponês já estava perdendo a paciência com ele. Mas acabou concordando em fazer a tentativa pela terceira e última vez.
Levaram a águia para o alto da rocha. O naturalista estendeu bem os braços, levantou a cabeça da águia e falou com convicção: Voa águia, voa!
No momento, algumas águias planavam sobre o vale verde. O Sol lançava seus raios, que coloriam o ar de fios de ouro. A águia olhou para o sol, observou as outras águias, firmou-se nas mãos do naturalista, levantou o pescoço, tomou impulso e voou para as alturas.
UMA METÁFORA
A história que foi resumida é utilizda como uma metáfora da existência humana. Metáfora é uma maneira especial de expressar uma idéia, um pensamento, uma verdade.
Em toda metáfora, há uma transferência de significado. Toma-se emprestado o significado de uma palavra, expressão ou até de uma história para se aplicar em outro contexto. Quando se diz que uma pessoa é uma mãe, por exemplo, está-se transferindo para essa pessoa as qualidades das mães.
Vamos, pois, tomar a história da águia-galinha como uma metáfora da condição humana, transferindo os modos de vida dessas aves para nossa existência. assim, a condição-galinha é representada pelos atos rotineiros do dia-a-dia: comer, beber, cuidar do corpo, comprar, pagar contas... E a condição-águia é representada pela nossa vocação para a rte, para a beleza moral, para o amor, para Deus.
Não nascemos só para cuidar de comida, roupa e aquisição de bens, etc. Também nascemos para contemplar o Sol do alto das montanhas e voar livremente em direção ao infinito.
Não se trata de subestimar a condição-galinha, muito menos a galinha como ave que no reino animal cumpre certamente função tão importante quanto a águia. A metáfora serve para nos lembrar de que as duas condições são essenciais para a realização humana.
(Texto retirado do livro: De mãos dadas - 8ª série)
Leia, reflita e deixe seu comentário.
sábado, 28 de novembro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Oceano de Misericórdia (Anjos de Resgate)
Todo pecador vive um drama
Nem sempre erra porque quer o pecado inflama
Pais e filhos não se traem simplesmente por querer
O pecado cega a vítima e faz perecer
Não pense que o teu erro por maior que pareça
Diminuirá o amor de Deus por ti a ponto que te esqueça
Deus não pode amar-te mais do que está amando agora
O amor de Deus é graça e quem o experimenta adora
O pecado nos faz cegos demais
Nos afasta da graça e da paz
E é por isso que Deus quis se tornar
Um oceano de misericórdia (insustentável amor)
Vem mergulhar no oceano de Deus
Vem experimentar Sua graça e perdão
Vem Deus não quer saber por onde andou
Deus só quer te ver voltando pra descansar em Suas mãos
(Deus te quer morando em seu coração)
(Composição: Dalvimar Gallo)
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domingo, 13 de setembro de 2009
Pensar é preciso
Muita gente vive como carneiros, a seguir o rebanho. Os meios de comunicação, principalmente a televisão, são capazes de transformar as pessoas em carneiros dóceis. De repente, todo mundo passa a usar determinada marca de calçado ou de roupa, ou a consumir uma espécie de música do momento, ou a adorar um ídolo sobre todas as coisas.A moda em si não é condenável. Ela tem aspectos positivos. Mas não podemos nos tornar seus escravos, obedecendo a ordens e determinações que não procedem de pessoas interessadas em nossa realização, em nossa felicidade.
Jamais devemos abdicar da reflexão, da busca da verdade. Só a verdade nos fará felizes. É preciso buscá-la, custe o que custar.
Reflita sobre essas questões e deixe seu comentário:
- O que significa "ser um carneiro a seguir o rebanho"?
- Qual a influência da televisão em relação à opinião das pessoas?
- Como se deve reagir às imposições dos meios de comunicação?
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